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16 marzec 2014
Gazeta RUSSA
VISES-NA-COLEO-LUDWIG
“VISÕES NA COLEÇÃO LUDWIG”
Até 21 de abril, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo-SP
O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo abre sua principal exposição para o primeiro semestre de 2014: “Visões na Coleção Ludwig”. Trata-se da reunião de 78 obras deuma das mais importantes coleções particulares de arte no mundo. Visitação – O percurso da exposição tem início logo no andar térreo do CCBB-SP, onde o visitante irá se deparar com a monumental obra Cabeça de criança (1991), de Gottfried Helnwein, medindo seis metros de altura.
Kindskopf (Head of a Child) at the State Russian Museum, St. Petersburg in preparation for the Gottfried Helnwein retrospective.
1997, preparation for the Helnwein-Retrospective at the State Russian Museum St. Petersburg
Com curadoria conjunta de Evgenia Petrova, Joseph Kiblitsky (ambos representantes do Museu Ludwig no Museu Russo de São Petersburgo) e Ania Rodríguez, a mostra propiciará ao público a chance de ver de perto, com entrada franca, obras de diferentes períodos estéticos, assinadas por artistas fundamentais como Picasso, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat, Roy Lichtenstein, Tom Wesselmann, Claes Oldenburg, Jasper Johns, entre outros.
A exposição ficará em São Paulo até o dia o dia 21 de abril, seguindo para o CCBB RJ a partir de maio e o CCBB BH no final de agosto.

As obras, que vão ocupar todos os cinco pavimentos do CCBB-SP, são da coleção reunida pelo empresário alemão Peter Ludwig (1925-1996), considerado um dos patronos das artes em seu país. A coleção de Ludwig totaliza aproximadamente 20 mil peças, distribuídas em 12 Museus Ludwig, presentes em países como Alemanha, Suíça, Hungria, Rússia, Áustria e China.

“Ao centrar na Coleção Ludwig, a exposição joga luz na figura do colecionador como um agente que intervém na produção cultural, ressaltando assim a sua importância. Pioneiro e com um olhar sempre atento à produção contemporânea, Peter Ludwig foi o primeiro colecionador alemão a visualizar o potencial da pop art e ficou famoso por comprar trabalhos de Roy Lichtenstein e Jasper Johns, que atualmente alcançam valores expressivos por conta da sua relevância artística”, explica Joseph Kiblitsky. 
 Ania Rodríguez ressalta que “por meio dos trabalhos expostos, os visitantes poderão mapear as coordenadas geográficas das viagens que o colecionador fazia por várias partes do mundo em busca de obras de arte, bem como refletir sobre os contextos estéticos que em muitas ocasiões marcaram suas épocas dentro da história da arte”.
Visitação – O percurso da exposição tem início logo no andar térreo do CCBB-SP, onde o visitante irá se deparar com a monumental obra Cabeça de criança (1991), de Gottfried Helnwein, medindo seis metros de altura.
Em seguida, o público é encaminhado para o 4º andar, na sala onde estão expostas obras de ícones da pop art como Andy Warhol (Retrato de Peter Ludwig, 1980), Roy Lichtenstein (Ruinas, 1965), Tom Wesselmann (Desenho em aço com frutas, flores e Monica, 1986), Claes Oldenburg (Banana-splits e glacês em degustação, 1964), Jeff Koons (Querubins, 1991) entre outros. O espaço também reserva a obra Cabeças Grandes (1969) de Pablo Picasso que, apesar de não pertencer diretamente ao movimento da arte pop, representa o início do interesse de Peter Ludwig pela arte contemporânea.

 Já no 3º andar, o visitante terá contato com a tela de 1984 (Sem Título) de Jean-Michel Basquiat, um dos principais nomes da história do graffiti. No mesmo andar, estão expostas também obras que respondem às correntes norte-americanas new image painting e pattern and decoration, a exemplo de Rosas de Samarcanda (1977), de Robert Kushner.

 Outras 28 obras compõem o segmento da mostra, distribuídas pelo 2º andar do CCBB-SP, com destaque para uma importante tendência da arte pop, o hiperrealismo, representado pelos trabalhos Tamareiras (Robert Bechtle, 1971), Lanchonete de Unadilla (Ralph Goings, 1977) e pelos 48 retratos de Gerhard Richter (1972). Ao lado de obras de Jasper Johns (Sombra, 1959) e Cy Twombly (Sem título, 1968), o neoexpressionismo alemão, movimento que resgatou a pintura como meio de expressão a partir da década de 80, também está presente no andar, com obras de Georg Baselitz, Markus Lüpertz e Anselm Kiefer.

Por fim, o Subsolo do CCBB-SP abriga mais 20 trabalhos, a última etapa para os visitantes. Neste patamar, estão distribuídas obras produzidas em diversos contextos geopolíticos que atraíram o olhar do casal Peter e Irene Ludwig na medida em que as fronteiras da coleção avançavam. Artistas contemporâneos como o russo Vladimir Yankilevsky (Tríptico Nº 14 Autorretrato, 1987), o sul-coreano Lee Sang-Won (Da série Tempo e Espaço, 1996) e o grego Pavlos (Guarda-roupa IV, 1968) são alguns dos nomes expostos neste segmento.

 Interatividade - Há ainda, no 1º andar, um conjunto de plataformas interativas que permitem ao público explorar de perto o mundo do colecionador Ludwig, navegando por um mapa que apresenta a expansão da coleção por cada uma de suas sedes ou criando numa parede magnética sua própria composição com quadros da exposição (reproduções em média escala).
PETER LUDWIG (1925-1996)

Peter Ludwig estudou história da arte, arqueologia, história e filosofia em Mainz (Alemanha). Em 1951, casou-se com Irene Monheim (filha de um dos alemães mais importantes na indústria do chocolate), com quem compartilhava o interesse pelas artes. Na mesma época tornou-se diretor na empresa Monheim Schokolade, ao mesmo tempo em que começou a se dedicar à sua coleção de arte ao lado da esposa.

 Tornou-se um nome importante no cenário das artes quando passou a adquirir obras que faziam parte do movimento conhecido como pop art. A partir dos anos 70, suas atividades como colecionador aumentaram ao ponto de adquirir ao menos uma obra por dia. Sua vasta coleção, porém, não decorava apenas a sua casa e escritórios, tendo sido emprestada a vários museus pela Alemanha. Em muitos casos, o empréstimo acabou tornando-se uma doação permanente, fazendo com que muitos espaços passassem a ter o nome de Ludwig, em reconhecimento a sua generosidade.

É tido como o primeiro colecionador na Europa a reconhecer o valor da pop art americana, ressaltando desta maneira o seu olhar visionário e pioneiro. Atualmente suas coleções são distribuídas em museus de diversos países.
Kindskopf (Head of a Child)
oil and acrylic on canvas, 1991, 600 x 400 cm / 236 x 157'', Ludwig Collection in the Sate Russian Museum
Collectors Peter and Irene Ludwig with Ludwig's portrait by Helnwein
1996, State Russian Museum St. Petersburg




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